terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O dia que quase fui assassinado por causa de uma pipa


Essa história é real e o personagem principal é o dono deste blog.
Quando eu tinha uns 11 anos, soltar pipa era obrigação para todo garoto. Correr e brigar por uma também. Uma pipa era muito mais que um pedaço de papel de seda com algumas varetas de bambu. Era um tesouro, era valioso. Não pelo material em si. Mas no que ele representava. Cortar a pipa adversária ou pegar uma que caia era demonstração de poder.
Lembro que era final de tarde quando eu avistei uma pipa voando devagar para fora do meu condomínio.
Pelo jeito como caía, dava para perceber que não tinham soltado o fio para ela ir mais longe, mas, que o fio estava cortado e ela voava sem controle, empurrada pelo vento.
Olhei para os lados e não vi nenhuma movimentação, nenhum barulho. – Será que ninguém viu? –
Comecei a correr como um louco, sempre olhando para a cima para não perde-la.
Subi um barranco e fui, com a certeza que ela estava por ali: em um matagal fora do condomínio.
Até que de repente enquanto eu corria, senti um vento passando e raspando os fios da minha camiseta. E um objeto metálico caindo no chão.
Naquele momento, a adrenalina estava pulsando a mil, primeiro pela caçada pela pipa e segundo porque alguém estava a me seguir e aquilo que passou raspando nas minhas costas era nada mais que um grande facão usado para cortar cana-de-açúcar.
Ouvia gritos atrás de mim, mas não parei de correr, até que achei a pipa.
- É minha – pensei comigo. Doce engano, o mundo é cruel. Pior é imprevisível.
Quem estava atrás de mim, era nada menos que o dono da pipa com um enorme facão na mão.  Sim, ele tinha jogado ele nas minhas costas, o que por uma sorte do destino não me acertou. Acredite, quase foi assassinado por um pedaço de papel.
Ele tomou a pipa da minha mão e jogou no chão. Pegou o facão e começou quebra-la, deixando-a em pedaços.
Como eu disse o importante não é a pipa, e sim o que ela representa, o orgulho ferido de ver um garoto como eu, pegar a pipa que lhe pertencia foi fulminante para ele se explodir de raiva e destruí-la.
Ele quase me matou com um facão nas costas para que eu não aparecesse com a sua pipa de volta no condomínio. Entendeu?
Depois dessa loucura toda, ela ainda estava com o facão na mão e eu perplexo sem saber o que fazer. Será que eu corro? E agora? Vou morrer aqui?
Até que por milagre, meu pai aparece e toma o facão da mão do moleque.
Deu um grande sermão no garoto e aquele facão que quase me transpassou, está até hoje em minha casa.
Quando se é criança até a mais simples brincadeira é levada a sério, nesse mundo infantil onde a tirania reina e que manda é o mais forte.

eu fotógrafo: praia de zimbros

praia de Zimbros - Bombinhas - Santa Catarina

Música do dia

Miami Horror - Holidays
I didn’t know when to expect you
Or even if you’d come at all
And now that I try to possess you
I’m still the one you choose to call

I don’t know just where you came from
But I need you now,
If you leave me for the stars,
It's not something I'd ever allow.

The circumstances that that you’ve gone through,
I never seem to cross your mind,
But just consider what we could do,
You’d be surprised at what you’ll find

I don’t know just where you came from
But I need you now,
If you leave me for the stars,
It's not something I'd ever allow.

When it all comes back to you,
The words you say,
Make me wonder if it’s true,
The story goes for another day.

I don’t know just where you came from
But I need you now,
If you leave me for the stars,
It's not something I’d ever allow.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

frase da semana


"Felicidade só é real quando compartilhada"

eu fotógrafo: flor azul


florzinha que encontrei no meu quintal

Parábola: para que gritar?


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos :
“Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”
“Gritamos porque perdemos a calma”, disse um deles.
“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?”, questionou novamente o pensador.
“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar :
“Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu :
“Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?”
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo :
“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.

Música do dia

Mumford & Sons - Winter Winds

As the winter winds litter London with lonely hearts
Oh the warmth in your eyes swept me into your arms
Was it love or fear of the cold that led us through the night?
For every kiss your beauty trumped my doubt
And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"
We'll be washed and buried one day my girl
And the time we were given will be left for the world
The flesh that lived and loved will be eaten by plague
So let the memories be good for those who stay
And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no"
Yes, my heart told my head
"This time no
This time no"
Oh the shame that sent me off from the God that I once loved
Was the same that sent me into your arms
Oh and pestilence is won when you are lost and I am gone
And no hope, no hope will overcome
And if your strife strikes at your sleep
Remember spring swaps snow for leaves
You'll be happy and wholesome again
When the city clears and sun ascends
And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no"
And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"