sábado, 18 de maio de 2013

Música do dia: M83 - We Own the Sky


A patrola maldita

 
E quando alguma coisa vem da Prefeitura pode saber que bom não é. Vamos aos acontecimentos.
Há uma rua em que passo diariamente. Lá os moradores sempre estão colocando pedras e terra para tamparem os buracos.  Com o passar do tempo, e dos carros, as pedras foram se posicionando, melhorando a passagem.
Problema que na ânsia de ajudar, ou fingir que ajuda, enviaram a tal patrola para passar naquela boa estrada. O que demorou meses aquela máquina do diabo destruiu em minutos.
O que antes era uma estrada firme virou um monte de terrinha fofa que na primeira chuva se transformará num grande lamaçal, sem contar o monte de pedras espalhadas.
Não sei se é má vontade ou burrice, será que não perceberam a grande merda que estavam fazendo?
Depois nós cidadãos verificamos no website da prefeitura que a patrola “trabalhou” tantas e tantas horas. Sem saber se era preciso ter feito aquilo ou não, o importante é as horas.
Quando se pede a prefeitura para trocar uma lâmpada no poste, ninguém aparece. Mas para deixar sua rua intransitável tem sempre uma patrola.
Patrola fica no inferno, venha apenas quando lhe chamarmos.

domingo, 10 de março de 2013

A garota e o pinguim.




Na manhã do dia 9 de março de 2013, caminhava eu pela praia sentindo a brisa e observando as ondas.
Vejo ao longe ela correndo em minha direção.
- Cadê? Cadê o pinguim? – perguntou olhando para todos os lados.
- Tão bela e tão louca – pensei.
- Deve ter voado – falou suspirando.
Parecia ter vinte anos, era magra, dedos finos. De uma pele branquinha e lábios vermelhos por causa do batom. Usava shorts jeans e uma blusinha branca.
 - Olá, sou ... Você é de onde? – aproveitando a situação para me apresentar.
- Pinguins são rápidos. Quem é você? – perguntou virando o rosto para mar.
Eu sou... eu sou... – Já tinha dito meu nome, era uma pergunta que eu não tinha resposta. Deveria falar sobre meu emprego, sobre o que aconteceu na minha vida, o que eu poderia dizer para me definir? Na verdade, no fundo, eu não sabia quem eu realmente era.
- Ele está lá! Olhe! Olhe! – Sua velocidade era incrível, fazia o cabelo balançar para esquerda e direita, flutuando em razão do vento.
Sou sincero em dizer que eu não vi pinguim algum. Apenas ela a correr para longe.
Eu não sei quem eu sou, mas naquele momento queria ser um pinguim. Certamente queria.